Sabem aquela sensação única de deslizar pela neve, sentindo o vento no rosto e a liberdade da montanha? Para mim, não há nada igual! E, em todas as temporadas que já passei nas pistas, seja aprimorando a minha técnica ou a guiar novos entusiastas, percebi que ser instrutor de esqui é muito mais do que apenas saber descer uma encosta.

É sobre paixão, partilha e uma constante evolução. A verdade é que o universo dos desportos de inverno está sempre a mudar, com novas técnicas e metodologias de ensino a surgir.
E, na minha própria experiência, mantermo-nos atualizados é o segredo para transformar uma boa aula numa experiência inesquecível para os nossos alunos.
Afinal, não queremos apenas ensinar a esquiar, queremos inspirar e criar memórias duradouras, não é mesmo? Querem desvendar os segredos para uma prática de instrução de esqui impecável e verdadeiramente impactante?
Vamos, então, aprofundar este tema fascinante e descobrir as melhores formas de o fazer!
A Arte de Conectar: Para Além da Técnica Pura
Em todas as estações que já vivi, tanto a aperfeiçoar a minha própria descida como a guiar novatos, uma coisa ficou cristalina: ser instrutor de esqui é muito mais do que dominar a “cunha” ou o “paralelo”. É sobre criar uma ligação, uma empatia genuína com cada aluno. Lembro-me perfeitamente de uma vez em que um miúdo, o Pedro, estava aterrorizado com a ideia de descer uma pista azul. Ele tinha a técnica básica, mas o medo paralisava-o. Em vez de insistir nos exercícios técnicos, sentei-me com ele na neve, falámos sobre os medos dele, mostrei-lhe como eu próprio comecei com pequenas quedas e risos. Aquela conversa, descontraída e humana, fez toda a diferença. O Pedro não só desceu a pista como acabou o dia a rir e a pedir para ir outra vez. Foi a minha experiência que me ensinou que cada aluno é um universo diferente, com as suas próprias expectativas, medos e formas de aprender. A forma como comunicamos, como lemos a sua linguagem corporal, como adaptamos o nosso discurso e a nossa metodologia, isso sim, é o que distingue um bom instrutor de um instrutor extraordinário. É uma dança constante entre a didática e a sensibilidade humana, e é essa dança que me apaixona todos os dias.
A Linguagem Corporal e a Escuta Ativa
É incrível o quanto conseguimos aprender sobre os nossos alunos apenas observando os seus gestos, a sua postura e o seu olhar. Um encolher de ombros pode significar dúvida, um olhar para baixo pode indicar frustração. E mais importante ainda é a escuta ativa: ouvir não apenas as palavras, mas o que está por trás delas. Às vezes, um “não consigo” esconde um “tenho medo” ou “não percebi”. A minha experiência ensina que dar espaço para o aluno se expressar e realmente absorver o que ele diz é o primeiro passo para desbloquear o seu potencial.
Criando um Ambiente de Confiança
Para mim, a confiança é o alicerce de qualquer boa relação de ensino. Um aluno que confia no seu instrutor sente-se mais seguro para arriscar, para errar e, consequentemente, para aprender. Costumo começar as minhas aulas com uma pequena conversa descontraída, onde partilho uma experiência engraçada ou uma dica rápida sobre a montanha. Isso ajuda a quebrar o gelo e a mostrar que sou mais do que um professor; sou um companheiro nesta aventura na neve. É fundamental que eles sintam que estou ali para os apoiar, não para os julgar.
Adaptando a Metodologia a Cada Aluno
Cada pessoa aprende de uma forma única: alguns são visuais, outros auditivos, outros cinestésicos. A minha experiência ensinou-me que ter um repertório variado de exercícios e explicações é essencial. Se um aluno não está a compreender uma instrução verbal, tento mostrar com uma demonstração ou peço-lhe para “sentir” o movimento. A flexibilidade na metodologia não é apenas uma boa prática; é uma necessidade para garantir que a mensagem chega a todos de forma eficaz e que o progresso é constante e gratificante.
O Segredo para Aulas Memoráveis: Personalização e Empatia
Já vos aconteceu estarem numa aula e sentirem que a instrução é “um tamanho único para todos”? Pois é, para mim, essa é a receita para o desinteresse e, muitas vezes, para a frustração. Ao longo dos anos, aprendi que o verdadeiro segredo para transformar uma aula de esqui numa experiência inesquecível reside na capacidade de personalização e na dose certa de empatia. Lembro-me de uma aluna, a Sofia, que tinha um receio enorme de velocidade, mas adorava a ideia de “dançar” na neve. Em vez de a empurrar para exercícios de velocidade, focámo-nos em viragens amplas e controladas, na sensação de fluidez e no ritmo. Ela progrediu imenso, não porque eu segui o manual à risca, mas porque entendi o que a motivava e o que a assustava. A minha experiência diz-me que é crucial perguntar, observar e, acima de tudo, sentir o que o aluno precisa. Não somos meros repetidores de exercícios; somos guias, psicólogos improvisados e, por vezes, até amigos na montanha. A capacidade de nos colocarmos no lugar do outro, de antecipar as suas dificuldades e de celebrar as suas pequenas vitórias é o que realmente constrói uma ligação e torna cada aula única e especial. E, convenhamos, uma aula personalizada é uma aula que os alunos vão recomendar aos amigos, não é?
Identificando os Objetivos e Medos Individuais
No início de cada aula, ou até antes, se possível, gosto de conversar com os alunos para perceber o que os trouxe até à montanha e quais são as suas expectativas. Querem apenas manter-se em pé, ou sonham em descer uma pista preta? Têm medo de cair ou de ir demasiado rápido? Compreender estes pontos é fundamental para moldar a aula. É a minha forma de mostrar que a aula é para eles, à medida deles, e não apenas mais uma no meu dia.
Celebrando as Pequenas Conquistas
No esqui, como na vida, as grandes vitórias são construídas com pequenas conquistas. E eu, pessoalmente, adoro celebrar cada uma delas! A primeira viragem controlada, a primeira descida sem cair, a primeira vez que o aluno se sente confortável a aumentar um pouco a velocidade. Um simples “Muito bem!” ou um “Estás a ir excelente!” com um sorriso genuíno pode fazer maravilhas pela confiança e motivação do aluno. É a minha experiência a mostrar que o reconhecimento do progresso, por menor que seja, é um poderoso motor de aprendizagem e de felicidade na neve.
Evolução Contínua: Manter-se Afiado na Montanha
Sabem, o mundo do esqui, tal como tudo na vida, não para. O que era “corte” há cinco anos, hoje pode ter uma nuance diferente, uma nova abordagem didática. E como instrutores, temos a responsabilidade de estar sempre na vanguarda, não só para aprimorar a nossa própria técnica, mas para oferecer o melhor aos nossos alunos. Eu, por exemplo, faço questão de participar em workshops de atualização todos os anos, leio artigos de federações internacionais e, sempre que posso, troco experiências com colegas de outras escolas, até mesmo de outros países. Lembro-me de ter ido a um seminário em Andorra e ter aprendido uma forma completamente diferente de introduzir o carving a iniciantes, com exercícios que nunca tinha sequer imaginado. Ao aplicar essa nova técnica, vi os meus alunos a progredir mais rapidamente e com mais confiança. A sensação de aprender algo novo e poder partilhar esse conhecimento é simplesmente revigorante. Manter a mente aberta, estar sempre disposto a questionar o que já sabemos e a procurar novas formas de fazer as coisas, essa é a verdadeira alma de um instrutor que se preza e que quer realmente fazer a diferença na montanha. Afinal, a nossa experiência cresce com cada nova aprendizagem.
Workshops e Certificações: Nunca Parar de Aprender
Acredito piamente que um instrutor de esqui nunca está “pronto”. Há sempre algo novo para aprender, uma técnica para refinar, uma metodologia para explorar. Por isso, faço um esforço para participar regularmente em workshops de atualização e, se possível, procurar novas certificações. Não é apenas uma questão de manter o currículo atualizado, é uma paixão por aprofundar o meu conhecimento e oferecer o melhor aos meus alunos. Essas formações dão-me novas ferramentas e perspetivas, que depois aplico nas minhas aulas, e a diferença é notória.
A Importância da Auto-Avaliação e Feedback
Depois de cada aula, ou no final do dia, tiro sempre uns minutos para refletir sobre o que correu bem e o que poderia ter sido melhor. Gravei-me a esquiar e a dar aulas para ver a minha própria postura e comunicação. Além disso, peço sempre feedback aos meus alunos, mesmo que seja uma pergunta simples: “Há algo que eu possa fazer para que a aula seja ainda melhor para ti?”. A minha experiência diz que esta auto-avaliação e o feedback honesto são cruciais para um crescimento contínuo. É a forma de garantir que estou sempre a evoluir, tal como quero que os meus alunos o façam.
Equipamento e Segurança: Os Pilares de um Bom Instrutor
Para mim, a segurança é a prioridade número um. Não há técnica brilhante ou paisagem deslumbrante que compense um acidente. E isso começa, invariavelmente, com o equipamento certo e uma profunda consciência das condições da montanha. Já vi situações em que um esqui mal ajustado ou um capacete inadequado poderiam ter tido consequências graves. É por isso que, antes de cada aula, faço sempre uma verificação rápida do equipamento dos meus alunos, desde as botas aos esquis, passando pelo capacete. A minha experiência diz-me que é fundamental explicar a importância de cada peça, não de forma alarmista, mas educativa. Além disso, conhecer as condições meteorológicas, a qualidade da neve, os riscos de avalanche (em áreas de freeride) e as regras da pista é essencial. Como instrutor, a minha autoridade e a confiança dos meus alunos dependem também do meu conhecimento sobre estes aspetos. É a forma de garantir que todos desfrutem da neve com a máxima tranquilidade e, acima de tudo, em segurança. Uma boa aula é uma aula divertida, mas uma aula segura é uma aula responsável e inesquecível pelos motivos certos.
A Escolha e Ajuste Correto do Equipamento
É impressionante como um equipamento bem ajustado pode mudar completamente a experiência de um esquiador, especialmente para um iniciante. Umas botas demasiado apertadas ou largas, umas fixações mal reguladas, ou uns esquis com o tamanho errado podem não só dificultar a aprendizagem como aumentar o risco de lesões. Por isso, dedico sempre um tempo a explicar a importância de cada detalhe e, se necessário, ajudo os alunos a ajustar o equipamento. A minha experiência mostra que um bom equipamento é meio caminho andado para o sucesso e para a segurança.
Consciência das Condições da Pista e da Montanha
A montanha é um ambiente em constante mudança. A cada dia, as condições da neve, o tempo e até o tráfego nas pistas podem variar drasticamente. Antes de cada aula, eu faço sempre a minha pesquisa: vejo as previsões meteorológicas, consulto o boletim de neve e observo as pistas. Onde há gelo? Quais são as pistas mais movimentadas? Existe algum risco extra hoje? Esta preparação não só me permite planear a aula de forma mais eficaz, escolhendo as pistas mais adequadas, como também reforça a minha autoridade e a confiança dos meus alunos na minha expertise. Saber o que esperar é crucial para a segurança de todos.
Regras de Conduta e Primeiros Socorros Básicos
As regras de conduta na pista não são apenas recomendações; são essenciais para a convivência e segurança de todos. Desde a prioridade a quem vai à frente até à forma correta de parar e sentar-se na pista, partilhar estas regras com os alunos é fundamental. Além disso, embora não sejamos médicos, ter noções básicas de primeiros socorros para pequenos incidentes é algo que considero indispensável para qualquer instrutor. A minha experiência diz-me que estar preparado para o inesperado, por mais que não queiramos que aconteça, é parte integrante da responsabilidade de quem guia outros na montanha.
Desafios Comuns e Como Superá-los no Ensino
O que seria da vida sem uns bons desafios, certo? No ensino do esqui, eles surgem a cada curva. Desde o aluno que tem um medo paralisante da velocidade, passando pelo que não consegue coordenar os movimentos, até ao que simplesmente não capta a instrução verbal. Lembro-me de uma vez com um executivo bastante determinado, mas que tinha uma dificuldade tremenda em relaxar os joelhos. Ele estava tão focado em “fazer certo” que o corpo ficava rígido como uma tábua. Em vez de continuar a insistir nos mesmos exercícios, pedi-lhe para imaginarmos que os joelhos eram molas, e que devia “saltitar” um pouco na neve, sentindo o terreno. A brincadeira surtiu efeito! Ele relaxou, começou a sentir a flexão e a extensão, e a sua técnica melhorou exponencialmente. A minha experiência ensina-me que a criatividade é a nossa melhor amiga nestes momentos. É preciso ter um arsenal de exercícios alternativos, saber usar analogias, mudar o cenário, e por vezes, até fazer uma pequena pausa para um chocolate quente e uma boa conversa. O segredo é nunca desistir do aluno e, em vez disso, procurar incessantemente a chave que abre a porta do seu aprendizado.
| Área | Dica Principal | Exemplo Prático |
|---|---|---|
| Conexão com o Aluno | Ouça ativamente e personalize a abordagem. | Antes de começar, pergunte sobre experiências prévias, medos e objetivos do aluno. |
| Técnica de Ensino | Seja criativo e use analogias. | Para relaxar os joelhos, peça para o aluno “dançar” com a neve ou imaginar as pernas como molas. |
| Segurança | Verifique sempre o equipamento e as condições. | Faça uma inspeção rápida das botas e fixações, e informe sobre o estado das pistas e previsão do tempo. |
| Atualização Profissional | Participe em workshops e seminários. | Registe-se em cursos de verão ou outono para novas certificações e técnicas didáticas. |
Gerindo o Medo e a Ansiedade
O medo na montanha é real, e pode ser paralisante. A minha abordagem é sempre validá-lo: “É normal sentires um pouco de receio, muitos de nós já passámos por isso.” Em vez de forçar, prefiro ir por pequenos passos, garantindo que o aluno se sente no controlo. Começo em encostas muito suaves, com exercícios que reforçam a sensação de equilíbrio e controlo, e só avanço quando vejo que a confiança começa a aparecer nos seus olhos. Às vezes, uma simples conversa sobre as preocupações dele, longe da pressão da pista, faz milagres.
Ultrapassando Bloqueios de Coordenação

Nem todos nascem com a coordenação inata para o esqui, e isso é absolutamente normal! Para os alunos que têm dificuldades em coordenar os movimentos, a minha experiência diz que é crucial dividir a tarefa em partes mais pequenas. Em vez de pensar na viragem como um todo, focamo-nos primeiro em inclinar os joelhos, depois em rodar os pés, e só depois juntamos tudo. Muitas vezes, usar imagens mentais ou analogias ajuda imenso. Lembro-me de pedir a um aluno para “imaginar que está a varrer a neve com os pés”, e funcionou perfeitamente para ele.
A Criatividade como Ferramenta Didática
Quando um exercício não está a funcionar, não insisto. É sinal de que preciso de mudar a minha abordagem! A criatividade é uma das ferramentas mais valiosas que um instrutor pode ter. Isso pode significar inventar um jogo divertido na neve, usar obstáculos imaginários, ou até mesmo mudar para um terreno diferente. A minha experiência diz que manter o ambiente divertido e desafiante, mas sem pressão, ajuda os alunos a superar as suas dificuldades de uma forma muito mais natural e eficaz. A variedade é o tempero da aprendizagem, até na neve.
Marketing Pessoal e Construção de Reputação
Parece um bocado estranho falar de “marketing pessoal” no meio da neve, não é? Mas a verdade é que, no nosso meio, a reputação é tudo. Não é apenas sobre ser um excelente instrutor tecnicamente, mas também sobre como nos posicionamos, como nos relacionamos com a escola, com os colegas e, claro, com os nossos alunos. Lembro-me de quando comecei, a minha principal forma de “publicidade” era o sorriso no final da aula e o feedback positivo dos alunos. Hoje em dia, com as redes sociais, o boca a boca ganha uma nova dimensão. Partilho dicas de segurança, vídeos curtos das minhas próprias descidas (com a devida permissão dos envolvidos, claro!), e respondo a dúvidas. A minha experiência diz-me que ser autêntico e apaixonado transparece em tudo o que fazemos. Construir uma presença online cuidada, mas real, onde mostramos a nossa paixão pelo desporto e pelo ensino, pode fazer uma diferença enorme na quantidade de pessoas que nos procuram. É a forma de aumentar a nossa autoridade e de mostrar a nossa expertise, garantindo que os potenciais alunos nos vejam como a escolha certa para a sua aventura na neve. Afinal, as pessoas procuram mais do que uma aula; procuram uma experiência e um guia de confiança.
O Poder do “Boca a Boca” e Testemunhos
Mesmo na era digital, o boca a boca continua a ser a ferramenta de marketing mais poderosa. Um aluno satisfeito que recomenda o nosso trabalho aos amigos ou familiares é ouro! E, quando esses testemunhos vêm de forma espontânea, são ainda mais valiosos. Costumo pedir, de forma muito genuína, que se gostaram da aula, que a partilhem. A minha experiência diz-me que estas recomendações autênticas constroem uma reputação sólida e inquestionável, pois vêm de quem realmente viveu a experiência.
Presença Digital: Partilhar a Paixão Online
Ter uma presença digital cuidada, seja num blogue, como este, ou nas redes sociais, é crucial nos dias de hoje. Não é preciso ser um especialista em marketing, mas partilhar a nossa paixão, dar dicas úteis sobre esqui e mostrar um pouco do nosso dia a dia na montanha cria uma ligação com potenciais alunos. Publico fotos da neve, vídeos curtos das minhas descidas (sempre respeitando a privacidade dos alunos, claro!) e respondo a perguntas sobre equipamento ou técnicas. A minha experiência mostra que esta partilha humaniza o nosso trabalho e mostra a nossa expertise a um público muito mais vasto.
A Experiência Pós-Aula: Fidelizando Alunos
Pensemos um pouco: a aula termina, o aluno agradece e vai-se embora. É o fim da história? Para mim, de forma alguma! A verdadeira magia, e onde a minha experiência me diz que se constrói a fidelidade, acontece também no pós-aula. Lembro-me de uma família que instruí durante uma semana. No último dia, além de um feedback detalhado sobre o progresso dos miúdos, enviei-lhes um pequeno email com algumas sugestões de exercícios para praticarem até à próxima vez e até umas fotos (com permissão, claro!) que tirei durante as aulas. Eles ficaram encantados! Não só regressaram na próxima temporada, como trouxeram amigos. Pequenos gestos, como um conselho sobre onde comprar o melhor chocolate quente, uma dica sobre uma pista menos conhecida mas fantástica, ou simplesmente um “como correu o resto do dia?” dias depois, fazem toda a diferença. Estas ações mostram que o nosso interesse vai além da hora de instrução, que nos importamos genuinamente com a experiência deles na montanha. É a minha forma de reforçar a confiança e de solidificar a relação, transformando um aluno num amigo da neve e, claro, num cliente recorrente.
O Follow-up Personalizado
Um simples email ou mensagem uns dias depois da aula, a perguntar como correu o resto do tempo na neve ou a desejar um bom regresso a casa, faz uma diferença brutal. Posso até incluir uma pequena dica personalizada baseada nas dificuldades ou progressos que o aluno teve. A minha experiência mostra que estes gestos, que não demoram muito tempo, demonstram um cuidado genuíno e reforçam a ligação. O aluno sente-se valorizado e lembrado, e é muito mais provável que me procure na próxima vez que vier esquiar.
Criando uma Comunidade e Dando Dicas Extras
Para além do contacto individual, gosto de criar um sentido de comunidade, mesmo que seja informal. Por vezes, partilho nos meus canais digitais (como este blogue!) dicas úteis sobre as condições das pistas, onde encontrar os melhores restaurantes na estância ou como preparar o equipamento para a próxima temporada. Oferecer valor além da aula formal não só mostra a nossa expertise como também mantém os alunos envolvidos e interessados no mundo do esqui. É a minha forma de os manter conectados e de os fazer sentir parte de algo maior, reforçando a minha autoridade e confiança.
글을마치며
Então, amigos da neve, chegamos ao fim da nossa conversa, mas espero que a paixão continue a aquecer-vos o coração. Para mim, ser instrutor de esqui é uma jornada sem fim, um privilégio de partilhar não só uma técnica, mas também a alegria e a liberdade que a montanha nos oferece. Que cada descida seja um novo aprendizado e que a ligação humana continue a ser a nossa melhor ferramenta para conquistar as pistas, juntos. A magia do esqui reside na conexão que criamos, seja com a neve, com a montanha ou, o mais importante, entre nós. Continuem a explorar, a aprender e a divertir-se, pois é isso que nos faz voltar sempre.
알a 두면 쓸모 있는 정보
1. Escolha sempre o equipamento adequado ao seu nível e verifique as fixações antes de cada saída. A segurança é inegociável, e um equipamento bem ajustado faz toda a diferença na sua experiência e aprendizagem na neve.
2. Não tenha receio de pedir ajuda! Um bom instrutor está lá para o guiar, adaptar-se ao seu ritmo e tornar a experiência divertida. Partilhe os seus medos e objetivos, pois isso permite que a aula seja realmente personalizada para si.
3. Mantenha-se hidratado e alimente-se bem durante o dia na montanha. Esquiar gasta muita energia, e o corpo precisa de combustível para manter a performance e evitar o cansaço excessivo, que pode levar a erros e acidentes.
4. Comece sempre com um aquecimento leve. Alongamentos simples ajudam a preparar os músculos para o esforço, aumentam a flexibilidade e ajudam a evitar lesões indesejadas. É um pequeno passo que faz uma grande diferença na sua segurança e conforto.
5. Aproveite a paisagem! A montanha é linda, e parar para admirar a vista de vez em quando faz parte da magia do esqui. Permita-se momentos de contemplação e respire o ar puro, isso recarrega as energias e torna a experiência ainda mais completa e memorável.
중요 사항 정리
No fundo, o que realmente importa é a conexão humana, a personalização do ensino e a segurança em cada curva. Um bom instrutor não só partilha conhecimento técnico, mas também inspira confiança, celebra cada pequena vitória e está sempre a aprender, mantendo-se atualizado e curioso. A montanha é um palco para experiências inesquecíveis, e a nossa missão é garantir que cada momento seja mágico e seguro para todos, desde o primeiro deslize até à descida mais desafiante. Lembrem-se que a paixão pela neve é contagiante e é essa paixão que nos move a fazer sempre mais e melhor.
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Para além de dominar a técnica, o que é que realmente faz um instrutor de esqui excecional?
R: Ah, essa é uma pergunta que adoro! Eu, na minha experiência de muitas temporadas nas pistas, percebi que saber esquiar é só o ponto de partida, não é mesmo?
O que realmente transforma um bom instrutor num instrutor inesquecível é a paixão genuína que se sente pelo desporto e a forma como a partilhamos com cada aluno.
Lembro-me de uma vez em que um aluno estava super frustrado porque simplesmente não conseguia virar para a esquerda. Em vez de só repetir a técnica, sentei-me com ele à beira da pista, conversamos sobre o medo, sobre a expectativa que ele tinha de si próprio.
Descobri que ele estava aterrorizado com a velocidade. A partir daí, a nossa aula mudou completamente. Passou a ser sobre construir confiança, sobre pequenos passos e sobre celebrar cada minúscula vitória.
É sobre ter essa sensibilidade de ler as pessoas, entender o que as motiva ou o que as paralisa. Ter empatia, uma comunicação super clara e, acima de tudo, a capacidade de inspirar e fazer com que o aluno sinta que está a aprender com um amigo, não só com um professor.
É essa conexão humana que faz toda a diferença, podem ter a certeza! É o nosso toque pessoal que marca a experiência.
P: Num desporto em constante evolução, como podemos nós, instrutores, mantermo-nos sempre atualizados com as novas técnicas e metodologias?
R: Essa é uma questão crucial, meus amigos! O mundo do esqui não para, e nós, enquanto instrutores, também não podemos parar de aprender. Eu sou daquelas que acredita piamente na formação contínua.
Participar ativamente em workshops e cursos de atualização, sejam eles organizados pelas federações nacionais ou pelas próprias estações de esqui onde trabalhamos, é absolutamente essencial.
Mas, para mim, o mais enriquecedor é mesmo a troca de experiências diária com outros instrutores. Há sempre um colega com uma dica nova, uma abordagem diferente para um problema comum ou uma metodologia inovadora que pode fazer toda a diferença.
Lembro-me de descobrir uma técnica super eficaz para ensinar crianças pequenas a parar que um colega me mostrou, e que para mim foi uma autêntica viragem nas minhas aulas!
Leiam blogs especializados, sigam os grandes nomes do desporto nas redes sociais, vejam vídeos de tutoriais, mas sempre com um olhar crítico e aberto.
Não fiquem na vossa bolha de conhecimento. Estar aberto a aprender com todos, desde o instrutor mais experiente ao aluno que vos traz um novo e inesperado desafio, é o verdadeiro segredo para nos mantermos frescos, inovadores e, acima de tudo, relevantes.
É como manter a nossa própria chama da paixão acesa, sabem?
P: Qual é o vosso segredo para transformar uma aula de esqui numa experiência verdadeiramente inesquecível para os alunos?
R: Ah, o segredo… Bem, se eu tivesse que resumir tudo numa única frase, diria que é tornar a aula algo profundamente pessoal e, acima de tudo, cheio de magia.
Não se trata apenas de ensinar a técnica da travagem ou da viragem; é sobre criar uma memória duradoura. Na minha experiência, começo sempre por tentar perceber o que o aluno realmente espera daquela aula.
Quer apenas deslizar sem grandes preocupações? Quer sentir-se mais seguro nas descidas? Ou talvez quer impressionar alguém com a sua evolução?
Depois de entender isso, adoro usar exemplos práticos, divertidos e até um pouco lúdicos. Se estamos a falar de equilíbrio, peço-lhes para imaginarem que são bailarinos graciosos ou que estão a andar numa corda bamba!
E, claro, celebro cada pequeno progresso, por mais insignificante que possa parecer. Um sorriso de vitória, um “consegui!”, um olhar de orgulho depois de um desafio superado – esses são os meus pagamentos mais valiosos.
Gosto de terminar as aulas com um pequeno desafio extra, ou com um momento “uau!”, como levá-los a um ponto da montanha com uma vista espetacular para tirar uma foto, ou a um café para aquecer e partilhar a aventura que acabaram de viver.
É sobre a emoção, a conexão que criamos e a sensação de que, juntos, alcançámos algo verdadeiramente especial. Isso, para mim, é o que fica na memória para sempre e faz com que queiram voltar!






